terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Quer comprar sua medida perfeita?

CORPO M A/E RCADO
  Renan Silva¹
O corpo humano é um conjunto somático de sistemas, órgãos, tecidos, enfim, células que se unem e determinam, em conjunto, uma função específica. O conjunto dessas funções possibilita que o corpo possa se movimentar, digerir, respirar, dormir, e varias outras coisas. Até esse ponto não tem diferença entre esse corpo com os dos outros animais, mas o ser humano vai além da construção fisiológica. O homem pensa, tem sentimentos, tem vontades,  tem memórias, que vão além dos extintos.
O homem trás uma anamnese em seu corpo, carregando marcas do tempo. Este processo se inicia na concepção e vai até a morte/deterioração. Leloup diz que “O nascimento é uma doença da qual nunca nos recuperamos” (LELOUP, 1998. p.19), a partir do nascimento é que começamos a batalha externa pelos nossos desejos. O corpo humano nesse período sofre as consequências do seu modus vivendi e isso no decorrer da vida gera uma sensação de insatisfação consigo mesmo.
A busca pela satisfação com o corpo é um fato histórico. A humanidade caminha através da história, passando por vários períodos e cada período tem suas características especificas que muitas vezes se repetem ao decorrer do tempo.
Podemos comparar essa repetição com um pêndulo de um relógio antigo. Ele vai, percorre todo um caminho, chega a um extremo e depois volta. Um exemplo deste efeito pendular hoje é essa supervalorização e a preocupação com o corpo, com a estética e com a imagem.
Na Grécia antiga existia uma cultura onde os homens deveriam ter corpos bonitos e bem definidos, por isso, os gregos faziam esculturas destacando a beleza física. Hoje essa valorização de corpos bonitos se estende para toda sociedade, impulsionada pelo avanço tecnológico das indústrias visuais e midiáticas.
Fragrâncias, moda, plásticas em todos os lugares possíveis e “impossíveis”, essas, entre varias outras práticas estéticas, marcam essa nossa realidade cultural contemporânea. Tal realidade está estampada na Televisão, no cinema, nos sites de relacionamentos, enfim, nas milhares propagandas, que além de divulgar um produto, criam um ideal de beleza aos moldes de um corpo esteticamente perfeito. Este ideal fez com quem o corpo deixasse de ser apenas uma anamnese, de ser um corpo marcado, para ser um corpo mercado.
A grande questão é que estes estereótipos de belezas são apresentados como sinônimos de uma vida feliz, em paz, plena e harmoniosa.  Assim esse mercado cultural não está vendendo apenas rostos bonitos ou bíceps bem definidos, está vendendo sonhos que podem levar à pessoa a frustração, ao desespero ou até a depressão.
Muitas pessoas quando veem uma vida perfeita estruturada no ideal de um corpo perfeito, mudam sua rotina, fazem regimes, vão à academia. Transformam seu modus vivendi. Pelo lado da saúde é bom esse modo de vida, mas o problema é a pessoa pode ficar tão fissurada com o corpo ideal que acaba se abstendo de outras coisas essenciais em sua vida e nunca se satisfazer com o corpo que tem.
O culto pelo corpo também é resultado da avaliação social que todos passam todos os dias. A classificação tênue que é feita, separando o gordo do magro, o bonito do feio, o alto do baixo, faz com que o corpo seja alvo de críticas, levando assim a insatisfação.
O caminho a ser percorrido pelas pessoas é o de não deixar que o meio externo seja mentor daquilo que a própria pessoa é, pois as satisfações, a alegria, devem partir do eu interior; não que seja um incentivo ao desleixo ou a falta de cuidados pessoais, mas sim que, se possa encontrar um equilíbrio entre o que é realmente necessário na vida.
Como um pêndulo, pode ser que esse “corpocentrismo” perca o foco e esse ideal de corpo perfeito fique de lado com o passar do tempo. Mas uma vez que estamos vivenciando este período vamos fazer como diz Leloup “... se podemos correr dançando para um abismo, mais valeria coxearmos em uma direção que tenha um sentido.” (LELOUP, 1998. p.17)


¹Bacharelando em Filosofia na Faculdade Católica de Pouso Alegre.

BIBLIOGRAFIA


LELOUP, Jean-Yves. O corpo e seus símbolos: uma antropologia essencial. Petrópolis: Vozes, 1998.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

BOLO DE CENOURA COM COBERTURA DE CHOCOLATE

BOLO DE CENOURA COM COBERTURA DE CHOCOLATE



INGREDIENTES

    MASSA:

    • 1/2 xícara (chá) de óleo
    • 3 cenouras médias raladas
    • 4 ovos
    • 2 xícaras (chá) de açúcar
    • 2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
    • 1 colher (sopa) de fermento em pó

    COBERTURA:

    • 1 colher (sopa) de manteiga
    • 3 colheres (sopa) de chocolate em pó
    • 1 xícara (chá) de açúcar
    Modo de Preparo
       1.               Em um liquidificador, adicione a cenoura, os ovos e o óleo, depois misture
       2.               Acrescente o açúcar e bata novamente por 5 minutos
       3.               Em uma tigela ou na batedeira, adicione a farinha de trigo e depois misture novamente
       4.               Acrescente o fermento e misture lentamente com uma colher
       5.               Asse em um forno preaquecido a 180° C por aproximadamente 40 minutos

    COBERTURA:

    1.               Despeje em uma tigela a manteiga, o chocolate em pó e o açúcar, depois misture
      2.               Leve a mistura ao fogo e continue misturando até obter uma consistência cremosa, depois despeje a calda por cima do bolo












    Fonte:  http://www.tudogostoso.com.br/receita/23-bolo-de-cenoura.html



























    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

    6 coisas que você não sabia sobre Itamogi!

    Amamos muito nossa querida cidade, mas há algumas coisas de nossa história que passam despercebido. São coisas estranhas, divertidas, históricas, que construíram e deram uma identidade à Itamogi! Por isso, nós listamos 6 coisas que podem ter passado despercebido e vocês não saibam! Vamos lá!

    1- A primeira pessoa a nascer em Itamogi-MG foi em 1889, certificado em cartório. A criança se chamava Izordina, filha de José Antônio de Souza e Jeronyma Maria de Jesus. Nesta época a cidade se chamava São João Baptista das Posses.

    2- No fim do século XIX, em caso de morte, o cadaver era levado ao cemitério em bangüê com um lençol amarrado nas duas extremidades de um pau e conduzido por duas pessoas. Assim em 1881 tem-se um registro da primeira morte, ao qual não se sabe o nome, mas se sabe que o tinha 80 anos e foi enterrado na capela São João Batista das Posses.

    3- Conta a história, que quando abriu a primeira sorveteria em Itamogi ela fez muito sucesso. O picolé era a novidade preferida de todos. Logo, um senhor comprou vários picolés para levar para seus filhos na roça, pois no embornal e chegando lá estavam só os palitos.

    4- Dos dias 22 à 27 de junho de 1927, Itamogi recebeu a visita pastoral de Don Ranulfo, bispo diocesano de Guaxupé. Nesta oportunidade ele sagrou o altar no dia 23, sendo este altar, o primeiro altar mor da diocese de Guaxupé.

    5- Primeiro Padre de Itamogi, qual consta os registros foi Pedro José da Silva Brito, em 1905, data da criação da paróquia São joão Batista, e empossado pelo bispo D. João Batista Correa Nery, bispo de Pouso Alegre.
    No livro de tombo, tem se o primeiro padre o Sr. Pe. João da Fonseca Mello em 1848.

    6- O primeiro homem a chegar, em matas virginais, e abrir caminhos do começo da história, onde haveria de ser Itamogi, data-se do dia 22 de junho de 1822, no Brasil colonial. Não se sabe ao certo o nome do primeiro desbravador desta região.



    Fonte: GUIMARÂES, Teresinha Barbosa. Itamogi: Caminhos da sua História. Maringá: Sthampa Editora Gráfica, 2010.

    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

    Porque amamos Itamogi



    PORQUE  AMAMOS ITAMOGI

    Vivemos em um verdadeiro paraíso e poucas pessoas sabem disso. Listamos aqui os diversos motivos porque nossa cidade é uma das melhores do mundo pra gente:

    - A calmaria de nossa cidade, onde o sossego reina com abundancia;
    - Andar nas ruas de nossa cidade e em todas as esquinas parar para conversar com alguém, pois aqui todo mundo se conhece;
    - A cultura se mantém viva através dos jovens e também dos idosos, com a participação de todos nas diversas apresentações culturais;
    - Ouvir os pássaros cantarem nas árvores e arbustos;
    - Todos os habitantes se unem nas diversas campanhas realizadas em prol de causas beneficentes;
    - A alegria estampada no rosto das pessoas em todas as partes;
    - O privilégio de ter um clima magnífico, onde também não se enfrenta graves secas e enchentes;
    - Temos uma das melhores educação pública do país;
    - Poder sentar na rua nas noites enluaradas para observar as estrelas sem se preocupar;
    - Ir na casa de amigos, vizinhos, parentes para fazer aquele churrasco e colocar o papo em dia;
    - Se reunir com os vizinhos na frente de casa para conversar;
    - Ser presenteado com belas imagens todas os dias;
    - Sair pra pescar nas represas da zona rural da cidade;
    - Ter pontos históricos em nossa cidade;
    - Tem uma linda Igreja que foi a primeira Igreja da diocese a ter um altar mor;
    - Ter belas estações ferroviárias, que hoje servem de pontos turísticos;
    - Tem raridades que nao existem em outras cidades brasileiras;
    - A terra do café;
    - O coração de todos itamogienses sao maravilhosos e todo mundo se ajuda em causas nobres;
    - O orgulho de ser mineiro e falar "uai";

    Enfim, sao inumeros motivos por nossa cidade ser pra gente a melhor do mundo!

    A CULTURA DO RESPEITO


    Por Renan Brito Silva[1] 

    Nas divergências socioeconômicas da atualidade, a cultura deveria ser um ponto de encontro comum entre as pessoas. Sabendo-se que cada indivíduo traz marcas e aspectos culturais, Nelly Aleotti Maia[2] define a cultura como aquilo que o homem conhece; o que ele faz; o que possui ou em que acredita. A grande questão é que muitas vezes dentro da própria cultura existe uma desigualdade, que exclui separa e segrega alguns grupos da sociedade.
    A grande separação de culturas começa com a desigualdade no julgamento do que é ou não cultura. Podemos observar esse aspecto quando alguém diz que determinado tipo de musica é cultura e outro tipo não, definindo a partir da condição financeira ou do lugar onde moram.  Por exemplo, as pessoas que ouvem músicas eruditas podem se considerar intelectivamente superiores às pessoas que ouvem funk. Outro problema enfrentado nesse mesmo contexto é quando alguém é ignorado ou muitas vezes até expulso de restaurantes, bares, lojas por serem considerados insuficientes para frequentar aquele lugar. Assim acaba se definindo a cultura pelos padrões de vida de poucos.
    Pode-se dizer então que a cultura é definida por um padrão? Para quem procura viver em cima de padrões, sim a cultura se torna algo específico, que vai alienar a pessoa. Já quem busca entender as diferentes realidades, tendo uma analise crítica, vai compreender as diferentes culturas que se fazem presentes na sociedade.
    Para se ter um olhar crítico sobre os diferentes meios culturais necessita-se de uma educação de qualidade. A escola é o caminho para que em nossa sociedade tenhamos cidadãos críticos, que possam identificar os limites que nossa sociedade tem atingido, as barreiras que tem separados as pessoas, enfim, identificar o porquê que muitos indivíduos tem acesso a cultura e outros não.
    O processo de incisão cultural a todos depende da força de vontade de cada um. Uma sociedade que vive sobre o domínio de poucos cria uma cultura para poucos. A palavra excluir, no âmbito do termo cultura, deve ser substituída pela palavra respeito.




    [1] Baixarelando filosofia pela Faculdade Católica de Pouso Alegre
    [2]NELLY ALEOTTI MAIA – Doutora e Livre-docente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Livre-docente pela Universidade Federal Fluminense. Diplomada pela Escola Superior de Guerra. Titulação Especial em Polí- tica e Estratégia Brasileiras pela ESG. Título de Distinguished Fellow do International Council on Education for Teaching. Professora do CEP. ALEOTTI, Nelly. Uma Visão da Antropologia Filosófica. Da Cultura, ANO XI / Nº 18, p. 31-35.

    sábado, 28 de janeiro de 2017

    Canarinho

    CANARINHO



    Canarinho vai cantando
    Suavemente falando
    Voando de galho em galho
    Fazer seu ninho, um grande trabalho

    Canarinho vai cantando
    Cuidando dos filhos seus
    Suavemente falando
    A céu aberto e também nos vários breus

    Canarinho vai cantando
    A sua linda canção
    Trazendo sossego ao nosso coração

    Canarinho vai cantando
    À todos dizendo adeus
    Vai canarinho, vai cuidar dos filhos seus




    sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

    Receita de bolo de fubá

    RECEITA DE BOLO DE FUBÁ




    INGREDIENTES:
    • 3 ovos inteiros
    • 2 xícaras (chá) de açúcar
    • 2 xícaras (chá) de fubá
    • 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
    • 1/2 copo (americano) de óleo
    • 1 copo (americano) de leite
    • 1 colher (sopa) de fermento em pó
    MODO DE PREPARO:
    1 - Em um liquidificador, adicione os ovos, o açúcar, o fubá, a farinha de trigo, o óleo, o leite e o fermento, depois bata até a massa ficar lisa e homogênea.
    2 - Despeje a massa em uma forma untada e polvilhada.
    3 - Leve para assar em forno médio 180 °C) preaquecido por 40 minutos.

    PRONTO! Um delicioso bolo de fubá!